Uma noite em Londres
Num inverno longínquo
Corria pelo Battersea park
Como tinha corrido ontem
Enquanto o Tamisa brilhava
Como brilha sempre
E, de repente
Um frio parado
De uma música que nos conhece
Uma bala gelada
Cravada na alma
E o mundo mudou
Palavras-espelho
Escritas a vermelho
Verdades caladas
De mortes anunciadas
Corridas sem meta
Com medo da seta
Até àquela noite
Naquele inverno longínquo
Onde o tempo parou
E os meus pés souberam
A cada passo que deram
Que não há verdade sem dor
E que nem sempre o que nos une
Aguenta o peso do amor.
Rock&Rolla ’25
